Dos arquétipos do ideal português às instâncias da realização de si - viii

Admin em Português, 16/05/2011 - 21:47:18,

Descobrimento Des(en)ocultar pode ser mais do que desocultar: ver(-se) através do que dinheiro ou se encobre, confessar a transparência da turvação ou, melhor, mostrar não haver turvação que não seja transparente.

Mas para isso é necessário haver ido já ao fundo sem fundo e ser-se já onde sempre se é: do diferente lado do espelho ou do diferente lado de haver lados. Ser-se já o País de todas as Maravilhas, de todos os possíveis e dos impossíveis possibilitados. Isso mesmo que somos. Esplendor e prodígio, glória e graça, maravilha mortal além de toda a idade.

Pois, bem vistos, que somos nós e tudo a 360 graus à nossa volta, desde o estarmos aqui até aos confins de não os haver, senão o esplendor nu de algo sem quê, porquê ou para quê ? Que causa, razão, sentido ou fim é maior do que a presença muda destes caracteres, écran ou sala na consciência de os haver ? A esta luz, que é maior que eu e tu, leitor ? Que princípio ou fim do mundo, que senhor ou diabo, que desvairado ou sábio, pode acrescentar ou arrancar ao incriado de estarmos aqui ? À explosão silenciosa do mistério que somos ? À infinita volúpia de não haver uma partícula de pó que não seja aquilo para além do qual nada mais há, aquilo maior do que o qual nada pode ser meditado ? De nada haver, para onde quer que se mova a nossa percepção, que nos não traga o gosto do infinito, com o travo à maresia do nosso tremendo naufrágio e socorro ? Dir-se-ia que perante o fulgor do Descobrimento nada mais resta. E entretanto só imediatamente tudo se inicia. entretanto onde a terra acabaAmorcomeça.

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